AS HORAS DISTANTES
Kate Morton
Editora ROCCO
Tradução: Geni Hirata
Romance Inglês - 2010 - 639 páginas
Edie Burchill e sua mãe nunca foram muito próximas, mas quando uma carta, há muitos anos perdida, chega em uma tarde de domingo, Edie começa a suspeitar que a distância emocional da mãe disfarça um antigo segredo. Obrigada aos 13 anos a partir de uma Londres evacuada, durante a Segunda Guerra, a mãe de Edie é escolhida pela misteriosa Juniper Blythe e levada para viver com a família dela: suas irmãs gêmeas e o pai, Raymond, autor do clássico de literatura infantil de 1918, A verdadeira história do homem de lama. No imponente e glorioso castelo, um novo mundo se abre para Meredith. Ela descobre os prazeres dos livros, da fantasia e da escrita, mas também, em última análise, os perigos.
Cinquenta anos mais tarde, quando Edie busca as respostas para o enigma da mãe, também ela é atraída ao castelo Milderhurst e às excêntricas irmãs Blythe. Agora idosas, elas ainda vivem juntas, as gêmeas cuidando de Juniper, cujo abandono pelo noivo em 1941 a fez mergulhar na loucura.
Desvendando o passado da mãe, Edie percebe que há outros mistérios ocultos nas pedras do castelo, e ela está prestes a descobrir muito mais do que esperava. A verdade do que aconteceu nas horas distantes esteve esperando muito tempo para que alguém a revelasse.
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Minha resenha:
As Horas Distantes me aprisionaram no tempo!...
Pronto. Acabei de ler o livro As Horas Distantes (21/02/2013). Estou encantada pela proeza e sensibilidade da Kate e ao mesmo tempo 'triste' pela densidade dos personagens, pelas dores de cada um deles. E ela, a Kate, começou a escrever esse livro querendo apenas escrever sobre três irmãs que moravam em um antigo castelo. Pois é, ela queria apenas as três, rsrsrs, mas é impossível... Eu me senti ali dentro também! Somos levada pela essência da história criada por essa escritora a habitar os espaços das folhas e dos cantos de cada página. A conhecer a palmo o caminho ingrime até aquele teimoso e velho castelo onde as horas distantes, de um passado sombrio, sussurravam seus segredos. Passei toda a tarde envolvida em todas as sensações que caíram sobre mim. Minha irmã Gildete leitora mais assídua que eu, me fitou e disse: 'É... você está triste por causa do livro'. Respondi: 'Amei o livro. Estou triste por causa da dor de Saffy, das ausências de Percy, a fragilidade e loucura de Juniper. As irmãs Blythe. Habitantes do Castelo Milderhurst.
É um livro que lerei novamente, caso minha vida caiba. E sei que todas as vezes que o fizer, irei sofrer, rir e chorar da mesma forma que vivenciei tudo isso durante meu mês de Janeiro de 2013.
Um livro tem que fazer isso mesmo. Tem que mexer na nossa calma e sair inventando ventanias nas nossas emoções. Ler por ler apenas como um exercício cerebral não me prende. Eu tenho que me misturar naquilo tudo ali. Tenho que ser um deles, tenho que me envolver e sorrir e chorar... Seria maravilhoso se fora da ficção isso também fosse totalmente possível. Por mais que se queira, uma é a dor inventada embora detalhadamente trabalhada, outra é a dor que deveras se sente...
Fecho os olhos e pareço ouvir o pingar de cada gota de chuva das grandes tempestades vivenciada no cume da montanha onde o Castelo fora plantado... "a chuva, ele sentia cada gota separadamente como música, cordas sendo dedilhada, uma melodia complexa sendo tocada. Eram lindas e ele se perguntou por que nunca tinha percebido isso antes..." (pág. 617)
Li e Recomendo!
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Minha resenha:
As Horas Distantes me aprisionaram no tempo!...
Pronto. Acabei de ler o livro As Horas Distantes (21/02/2013). Estou encantada pela proeza e sensibilidade da Kate e ao mesmo tempo 'triste' pela densidade dos personagens, pelas dores de cada um deles. E ela, a Kate, começou a escrever esse livro querendo apenas escrever sobre três irmãs que moravam em um antigo castelo. Pois é, ela queria apenas as três, rsrsrs, mas é impossível... Eu me senti ali dentro também! Somos levada pela essência da história criada por essa escritora a habitar os espaços das folhas e dos cantos de cada página. A conhecer a palmo o caminho ingrime até aquele teimoso e velho castelo onde as horas distantes, de um passado sombrio, sussurravam seus segredos. Passei toda a tarde envolvida em todas as sensações que caíram sobre mim. Minha irmã Gildete leitora mais assídua que eu, me fitou e disse: 'É... você está triste por causa do livro'. Respondi: 'Amei o livro. Estou triste por causa da dor de Saffy, das ausências de Percy, a fragilidade e loucura de Juniper. As irmãs Blythe. Habitantes do Castelo Milderhurst.
É um livro que lerei novamente, caso minha vida caiba. E sei que todas as vezes que o fizer, irei sofrer, rir e chorar da mesma forma que vivenciei tudo isso durante meu mês de Janeiro de 2013.
Um livro tem que fazer isso mesmo. Tem que mexer na nossa calma e sair inventando ventanias nas nossas emoções. Ler por ler apenas como um exercício cerebral não me prende. Eu tenho que me misturar naquilo tudo ali. Tenho que ser um deles, tenho que me envolver e sorrir e chorar... Seria maravilhoso se fora da ficção isso também fosse totalmente possível. Por mais que se queira, uma é a dor inventada embora detalhadamente trabalhada, outra é a dor que deveras se sente...
Fecho os olhos e pareço ouvir o pingar de cada gota de chuva das grandes tempestades vivenciada no cume da montanha onde o Castelo fora plantado... "a chuva, ele sentia cada gota separadamente como música, cordas sendo dedilhada, uma melodia complexa sendo tocada. Eram lindas e ele se perguntou por que nunca tinha percebido isso antes..." (pág. 617)
Li e Recomendo!

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